Por vales de águas de éguas e de águias

KTU_1_118_topo.jpg

Figura 1 – Parte superior da placa KTU 1.118

Em publicações anteriores apresentei o resultado de análises a topónimos do nosso território que me levaram a colocar como forte hipótese a sua origem fenícia.

Numa primeira publicação, denominada “Por montes e vales, ou talvez não…”, mostrei que o topónimo Vale / Vales ocorre de uma forma que não tem relação direta com a orografia. Ou seja, temos muitas ocorrências em várias áreas do país bastante planas e no sentido inverso, poucas ocorrências em algumas zonas onde seria natural que surgissem.

Em publicações posteriores, “Vale de Ílhavo…” e “Outras possíveis invocações de Baal Ilib no nosso território”, mostrei como os topónimos Vale de Ílhavo e Vale de Lobo podem ter uma origem comum, como espaços de encontro e devoção aos deuses Baal e Ilib. O primeiro destes deuses, era o deus da criação e das tempestades. O segundo, o deus que vela pelos antepassados. Não seria fruto do acaso que em vários destes locais ainda hoje ocorrem romarias que tiveram e têm grande devoção, com realce para a Romaria de Nossa Senhora da Póvoa, na localidade que até 1957 se chamava Vale de Lobo, uma das maiores da Beira Interior.

Chegado a este ponto, uma nova hipótese de trabalho se colocou:

O panteão fenício é bastante vasto, como era comum nos povos que desenvolveram civilizações sofisticadas, como os bem conhecidos panteões egípcio, grego e romano. Na minha publicação inicial fiz uma breve referência a alguns dos principais deuses fenícios. Vários deles tiveram uma relevância pelo menos semelhante a Ilib e Baal. Se a influência fenícia fosse assim tão significativa, deveria ser possível encontrar no nosso território topónimos de outros deuses.

Será que tal se pode constatar? E com que distribuição geográfica?

Vou de seguida resumir a pesquisa feita e as conclusões a que cheguei.

---ooOoo---

Como referi numa publicação anterior, boa parte do que hoje conhecemos sobre esta cultura, resultou dos estudos arqueológicos feitos na antiga cidade de Ugarit, atual Ras Shamra, na Síria.

fenicios2.jpg

Figura 2 - Principais rotas comerciais fenícias
(imagem recolhida de https://en.wikipedia.org/wiki/Phoenicia tendo-se acrescentado Ugarit)

Foram encontradas em Ugarit diversas bibliotecas de placas de argila / terracota com textos em escrita cuneiforme. Os estudiosos têm-se debruçado sobre eles e existem na internéte inúmeros estudos publicados. Cada placa de argila encontrada está identificada e catalogada. Todas as placas de Ugarit possuem um código identificador iniciado por “KTU” significando esta sigla “Keilalphabetische Texte aus Ugarit", ou seja, algo como “Textos alfabéticos cuneiformes de Ugarit”.

Se bem que a escrita seja cuneiforme, ao contrário de outras escritas cuneiformes anteriores, já era alfabética, ou seja, um símbolo corresponde a um caracter.

Para esta análise, são de interesse as placas KTU 1.47 e KTU 1.118.
As suas imagens podem ser vistas no anexo 1. A imagem com que se inicia esta publicação mostra a parte superior da placa KTU 1.118.

O que é que estas placas têm de particular?

Contêm ambas listas de deuses do panteão fenício. São listas muito parecidas. A sua transcrição pode ser vista nas duas colunas da esquerda da imagem seguinte [2]. A sua constituição é muito interessante. Não se conhece qual era exatamente a função destas listas, mas presume-se que pudessem ser usadas em rituais semelhantes a procissões, definindo a ordem de precedências. As listas têm denominações para cada “nível hierárquico”. Os primeiros níveis teriam maior relevância.

Lista_deuses_fenicios_KTU1_47_e_outras.jpg


Figura 3 - Listas de deuses do panteão fenício

Note-se que a escrita fenícia quase não possui vogais. Tal sucede com a generalidade das escritas semíticas, como o hebraico clássico. Daí que as transcrições propostas para os nomes, no que respeita às vogais, resultam de estudos comparativos e por vezes há dúvidas quanto à sua exata vocalização.

KTU 1.47 começa por identificar a lista, como sendo dos Deuses de Saphon. Saphon, atualmente denominado Jebel Aqra, era um monte considerado sagrado, como o Olimpo era na mitologia grega.

No primeiro nível temos uma tríade:

  • Ilib; o deus que velava pelos antepassados;
  • El; o deus supremo, criador de todos os deuses;
  • Dagan: o deus da fertilidade dos campos e das colheitas;

No segundo nível surgem sete referências de deuses Baal. Baal era o deus das tempestades e da criação. A primeira referência inclui o atributo do monte sagrado de Saphon. Não se tem a certeza sobre o real significado das outras seis, mas presume-se que pudessem ser associados a templos e / ou lugares próximos que participassem do culto. De forma semelhante ao que ainda hoje ocorre nas imagens de devoção católica, que têm representações associadas aos locais. Por exemplo, temos o Santo Antão de Caria (minha terra), no concelho de Belmonte e próximo, o Santo Antão do Teixoso, havendo mesmo antigamente alguma rivalidade invocada numa quadra popular. Ou noutros exemplos, as invocações de Jesus Cristo ou da Virgem Maria, tais como a Senhora de Fátima, a Senhora de Lourdes e tantas outras.

A lista prossegue e como podem constatar é longa, mas para este estudo foquei-me nestes dois primeiros níveis.

Sobre Ilib, já mostrei numa publicação anterior que pode ter originado os topónimos Ílhavo (Vale de) e Lobo (Vale de).

Quanto a Baal, a sua correspondência fonética a “Vale” é tão forte, que me limitei a mostrar, numa outra publicação, que a distribuição destes topónimos não está relacionada com a orografia.

Relativamente a “El” surgem algumas dificuldades:

- De acordo com os trabalhos arqueológicos feitos e os textos conhecidos, aparentemente não era adorado em templos [3]. Por vezes é associado às nascentes de água. É uma vez referido como vivendo numa tenda, mais uma vez não associado a um local em particular.

- Trata-se de uma palavra muito curta que só por si dificilmente denominaria uma terra. Poderia surgir integrado numa expressão. Por exemplo a expressão “El o grande”, pode traduzir-se por “Gan El”. De acordo com a base de dados dos códigos postais dos CTT [4], há em Portugal sete localidades denominadas Gandarela. Poderíamos pois pôr esta hipótese de origem, mas seria muito discutível. A partícula “el” é demasiado básica e existe em inúmeros combinações e topónimos, por exemplo, Chelas, ou Aljustrel.

Por estas razões optei por não fazer esta pesquisa em particular.

Nota 2: A origem do prefixo “El” de “El-rei” pode ter tido origem neste deus. A sua correspondência simbólica é perfeitamente coerente com a relevância que se pretende dar à figura do rei. As explicações dadas em alguns dicionários de que deriva do latim “illu” (ver https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/el ) parecem-me pouco razoáveis.

Nota 3: El é muitas vezes denominado nos textos sagrados de “Tôru El”, com o significado de “deus touro” [3]. O leitor leu bem… A nossa palavra “touro”, bem como os rituais da tourada, podem ter tido aqui origem.

Em síntese, irei pois focar esta pesquisa em dois deuses:

  • Dagan;
  • Baal e algumas das suas invocações como Saphon.

Dagan

Mais uma vez, como foi feito relativamente a Ilib, procuraram-se associações com Baal, ou seja, com “Vale”, para reforçar a probabilidade da origem. Dito de outra forma, procuraram-se por topónimos que tivessem uma sonoridade semelhante a “Baal Dagan” (Vale Dagan).

Tendo em conta a já referida base de dados dos códigos postais dos CTT [4], torna-se fácil encontrar muitas possíveis respostas, a saber:

  • Vale de água (e suas variantes, como por exemplo Vale das Águas);
  • Vale de águia (idem);
  • Vale de égua (ibidem).

Identificam-se assim 38 ocorrências, 23 “Água”, 12 “Égua” e 3 “Águia”.

No Anexo 2 apresenta-se a lista de todas estas localidades.

À primeira vista parecem topónimos normais, mas se analisarmos com um pouco de atenção, podemos perceber algumas características estranhas:

  • No que respeita à referência égua / éguas, surgem respetivamente em número de quatro (singular) e oito (plural). Porquê denominar um lugar com grupos de cavalos fêmeas? Na mesma base de dados (ver anexo 3) encontramos sete referências a “Vale de cavalos” e nenhuma a “Vale de/do cavalo” (singular). Tal é natural. Sendo um espaço em que se poderiam encontrar este tipo de animais. Mas nunca no singular. Não é lógico termos mais referências a “éguas” do que cavalos. Muito menos no singular.
  • Sobre a referência “águia”, coloca-se um comentário semelhante. As três referências surgem na forma singular. Porquê designar um vale referindo-o a um animal isolado?
  • Quanto à referência “água”, sendo esta tão comum, apenas uma inspeção ao local poderia ajudar a conferir eventuais contradições (por exemplo ser uma zona de pouca água). Mas mesmo apenas olhando para o topónimo saliento que sete deles ainda atualmente se denominam “D’água”, com a contração da preposição “de”, o que, a confirmar-se a minha hipótese corresponderia a uma espantosa sobrevivência da denominação original “Dagan”.

As evoluções fonéticas poderiam ser:

Evolucao_Dagan.jpg

Figura 4 – Hipótese de evoluções do nome do deus Dagan

Comentaria porém que estas hipóteses podem ter sido de certa forma curto-circuitadas, tendo em conta as evoluções históricas no nosso território, o qual passou por sucessivas invasões, cada uma delas trazendo novas línguas e significados. Se bem que tenham ocorrido diferenças entre as regiões, para lá da presença dos romanos, tivemos os alanos, suevos, vândalos, árabes e depois a reconquista, trazendo o que veio a ser a nossa língua galaico-portuguesa.

Note-se que estas invasões podiam não implicar uma substituição completa das línguas faladas. Os romanos por exemplo não impunham o latim aos povos dominados. Moisés Espírito Santo mostrou por exemplo que algumas lápides da época romana, escritas em caracteres latinos, continham frases fenícias ([1], página 148).

Em qualquer caso, mesmo que uma língua substitua a anterior, tipicamente não substitui os nomes dos lugares, pois tal é complexo. Os romanos tentaram impor “Liberitas Julia”, mas o nome que sobreviveu ao tempo foi a anterior denominação “Évora”. A nova língua pode procurar sim encontrar um sentido nos “nomes antigos” de significado desconhecido, ajustando-os aos novos fonemas. Por exemplo, o som “Dagan” podia ter-se mantido ao longo das várias ocupações dos povos e ter passado diretamente para “D’água” quando da reconquista cristã / chegada da língua galaico-portuguesa, pois há uma grande semelhança fonética. Vem-me a propósito à memória, a denominação com que na década de 1980 os técnicos de telecomunicações nos CTT, empresa em que trabalhei, denominavam os equipamentos de verificação áudio (auscultadores), que em inglês davam pelo nome de “Head-set”. A adaptação fonética levou os meus colegas a transpor a terminologia inglesa para “Aniceto”…


Baal e alguns dos seus epítetos

Vejamos agora a situação particular de Baal, que possui diversos epítetos. Nesta análise vamo-nos cingir aos que surgem na lista de deuses mostrada no início. Podemos dizer que Baal Saphon, era a denominação comum, “Baal do monte Saphon”. Equivaleria a dizer algo como “Deus que está no Céu”. Como se pode constatar [5], esta denominação podia expressar-se como Baalsapunu. Por outro lado, também tinha a denominação de Hadad, ou na terminologia de Ugarit, Haddu [6}. Presume-se que Hadad signifique “o que lança os trovões” [7], o que é coerente com os atributos do deus.

Com estas duas denominações relevantes, podemos então fazer a nossa pesquisa e mais uma vez é fácil encontrar correspondências fonéticas próximas.

Correspondências a Baalsapunu, temos apenas duas, mas particularmente curiosas:



Distrito



Concelho



Freguesia



Localidade



Aveiro



Albergaria-a-Velha



RIBEIRA DE FRÁGUAS



Vale da Sapa



Coimbra



Penacova



PENACOVA



Vale Sapos



 Sapa tem o significado de sachola. Dificilmente seria razão para dar nome a um vale. Muito menos os simpático batráquios, a menos que houvesse uma espantosa proliferação destes animais. Mas aí o nome teria a partícula “dos” (Vale dos Sapos).

Sapunu => Sapum => Sapo / Sapa

Se as correspondências anteriores são poucas, com Haddad sucede o oposto.

Podemos de facto atribuir a correspondência “Baal Haddad” a “Valada” e “Baal Haddu” a “Valado”.

Baal Haddad => Vale Adad => Valadad => Valada

Podemos identificar (ver anexo 4) 42 topónimos com sonoridade semelhante, sendo:

16 Valado / Valados

22 Valada / Valadas / Valadares

4 outras grafias que considerei terem a mesma origem – Balaído; Baladia; Balada; Balaida

O número total de ocorrências é como se vê bastante grande. 


Distribuição geográfica

Mostrei a distribuição quantitativa dos topónimos e as tabelas também permitem ver a sua distribuição geográfica.

Considerei contudo que a visualização dessa distribuição permitiria formar uma melhor ideia da mesma e do que tal pode significar.

É o que se apresenta de seguida, em que se atribui um símbolo a cada correspondência assinalando o concelho em que surge. Acrescentei nesta representação a localização dos topónimos Vale de ílhavo / Vale de Lobo que abordei em publicação anterior, para formar um quadro visual mais completo. A lista pode ser consultada no anexo 5.

Note-se que não se define o local exato, mas tão só o concelho.

Legenda_mapa_distribuicao_deuses.jpg

Figura 5 – Legenda dos símbolos da Figura 6


Mapa_Portugal_dispersao_deuses.jpg

Figura 6 - Dispersão dos topónimos que se podem relacionar com Baal, Saphon, Dagan, Hadad e Ilib


Aspetos mais interessantes desta dispersão geográfica:

- Se bem que ocorram situações um pouco por todo o país, são bastante escassas no interior;

- As ocorrências nos distritos de Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco são bastante escassas, o que é pouco lógico, tendo em conta a suposta relação com orografia (vale de…), água, águias…;

- Constata-se uma grande concentração de topónimos – mais de metade - na zona Aveiro / Coimbra / Leiria, onde ocorrem quase todas as variantes. Apenas a variante Vale de águia não ocorre aqui;

- Cerca de dois terços dos topónimos Valado/Valada, com a possível origem em Baal Hadad ocorrem nesta região sendo escasso nas restantes;

- São muito escassas as ocorrências no mesmo concelho dos topónimos com possível origem em Baal Hadad e Baal Dagan, como se fossem opções alternativas. Já os de Baal Ilib “convivem” frequentemente com ambos;


Conclusões

Todos os principais deuses do panteão fenício, à exceção de El que não foi analisado, possuem topónimos foneticamente correspondentes numa quantidade significativa de ocorrências. Apenas com Baalsapunu (Baal Saphon) identificámos poucas (duas) ocorrências, sendo que neste caso não é um deus específico, mas sim uma invocação de Baal.

Seria uma enorme coincidência constatar que para todos os principais deuses temos correspondências fonéticas próximas em topónimos, mesmo quando o resultado / significado seja algo estranho ou sem sentido, como em Vale do Sapo ou Vale de Ílhavo.

A distribuição destes topónimos é compatível com a hipótese de origem fenícia, havendo uma muito maior concentração em regiões próximas do litoral, onde essa influência terá ocorrido.


--ooOoo--

Referências

[1] Espírito Santo, Moisés - Fontes remotas da cultura portuguesa, Assírio e Alvim, 1989

Todas as publicações de Moisés Espírito Santo foram disponibilizadas pelo autor para consulta livre neste endereço:

https://sites.google.com/site/obrasmoisesespiritosanto/home

[2] – Wyatt, N. – The Rumpelstiltskin factor: Explorations in the arithmetic of pantheons

https://www.academia.edu/37844696/THE_RUMPELSTILTSKIN_FACTOR_EXPLORATIONS_IN_THE_ARITHMETIC_OF_PANTHEONS

[3] https://en.wikipedia.org/wiki/El_(deity)

[4] Base de dados dos códigos postais dos CTT

https://www.ctt.pt/feapl_2/app/open/postalCodeSearch/postalCodeSearch.jspx?request_locale=pt

Nota: É possível descarregar os ficheiros (opção “Download de Ficheiros - Códigos Postais e Apartados”) e fazer pesquisas de forma expedita.

[5] Baal Saphon

https://en.wikipedia.org/wiki/Baal-zephon

[6] Hadad (Baal)

https://en.wikipedia.org/wiki/Hadad

[7] Dictionary of deities and demons in the bible – editado por Karel van der Toorn, Bob Becking, Pieter Willem van der Horst - Wm. B. Eerdmans Publishing, 1999

https://www.academia.edu/30069945/Dictionary_of_Deities_and_Demons_in_the_Bible

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ANEXOS

Anexo 1 – imagem das placas das listas de deuses referidas nesta publicação

KTU_1_47.jpg

Figura A.1 - KTU 1.47

https://ochre.lib.uchicago.edu/ochre?uuid=7e0be7da-c8d6-4b18-845d-e9f6d1bd9952&image


KTU_1_118.jpg

Figura A.2 - KTU 1.118

https://ochre.lib.uchicago.edu/ochre?uuid=ae6f6807-ef6e-4305-8958-e919b65b84cb&image


 Anexo 2

Lista de localidades cujo topónimo pode derivar de Baal Dagan



Distrito



Concelho



Freguesia



Localidade



Aveiro



Águeda



PRÉSTIMO



Vale Égua



Beja



Aljustrel



ALJUSTREL



Vale de Água



Beja



Aljustrel



MESSEJANA



Foros de Vale de Água



Beja



Aljustrel



MESSEJANA



Vale Água



Beja



Aljustrel



MESSEJANA



Vale D' Água Velho



Beja



Odemira



RELÍQUIAS



Vale de Água



Beja



Odemira



SÃO TEOTÓNIO



Vale D'Água da Serra



Beja



Odemira



SÃO TEOTÓNIO



Vale de Água



Bragança



Miranda do Douro



MIRANDA DO DOURO



Vale de Águia



Castelo Branco



Castelo Branco



SANTO ANDRÉ DAS TOJEIRAS



Vale D'Água



Castelo Branco



Oleiros



ORVALHO



Bairro Vale D'Égua



Castelo Branco



Proença-a-Nova



PROENÇA-A-NOVA



Vale Água



Castelo Branco



Sertã



TROVISCAL SRT



Vale de Água



Coimbra



Cantanhede



PORTUNHOS



Vale de Água



Coimbra



Penacova



CARVALHO PCV



Vale das Éguas



Faro



Loulé



ALMANCIL



Vale de Éguas



Faro



Loulé



LOULÉ



Vale de Éguas



Faro



Monchique



MARMELETE



Vale das Águas de Baixo



Faro



Monchique



MARMELETE



Vale de Água



Faro



Monchique



MARMELETE



Vale de Água de Cima



Faro



Portimão



MEXILHOEIRA GRANDE



Vale de Éguas



Faro



Vila do Bispo



BARÃO DE SÃO MIGUEL



Vale Água



Guarda



Sabugal



VALE DAS ÉGUAS



Vale das Éguas



Leiria



Caldas da Rainha



NADADOURO



Vale da Égua



Leiria



Leiria



LEIRIA



Vale D'água



Leiria



Porto de Mós



JUNCAL



Vale D'Água



Lisboa



Azambuja



ALCOENTRE



Vale de Éguas



Portalegre



Campo Maior



CAMPO MAIOR



Vale Águia



Santarém



Abrantes



SÃO FACUNDO



Monte Vale da Água



Santarém



Cartaxo



EREIRA CTX



Vale de Água



Santarém



Cartaxo



PONTÉVEL



Casais Vale de Água



Santarém



Santarém



ALCANEDE



Vale de Água



Santarém



Santarém



TREMÊS



Vale de Água



Setúbal



Santiago do Cacém



ABELA



Monte Vale de Águia



Setúbal



Santiago do Cacém



VALE DE ÁGUA



Vale de Água



Setúbal



Santiago do Cacém



VALE DE ÁGUA



Vale de Éguas



Vila Real



Murça



JOU



Vale de Égua



Viseu



Mortágua



CERCOSA



Vale das Éguas



 


Anexo 3 – Lista de localidades com os topónimos “Vale” e “Cavalo”



Distrito



Concelho



Freguesia



Localidade



Lisboa



Torres Vedras



CARMÕES



Casal de Vale de Cavalos



Évora



Alandroal



TERENA



Monte do Vale de Cavalos



Lisboa



Cascais



ALCABIDECHE



Vale de Cavalos



Portalegre



Portalegre



ALEGRETE



Vale de Cavalos



Santarém



Chamusca



VALE DE CAVALOS



Vale de Cavalos



Santarém



Ourém



FÁTIMA



Vale de Cavalos



Santarém



Coruche



FAJARDA



Vale dos Cavalos



Anexo 4 – Lista de localidades cujos topónimos podem derivar de Baal Hadad



Distrito



Concelho



Freguesia



Localidade



Aveiro



Arouca



FERMEDO



Balaído



Aveiro



Arouca



ROSSAS ARC



Baladia



Aveiro



Aveiro



AVEIRO



Costa do Valado



Aveiro



Aveiro



NOSSA SENHORA FÁTIMA



Póvoa do Valado



Aveiro



Aveiro



OLIVEIRINHA



Costa do Valado



Aveiro



Estarreja



AVANCA



Valada



Aveiro



Santa Maria da Feira



RIO MEÃO



Valada



Aveiro



Santa Maria da Feira



RIO MEÃO



Urbanização da Valada



Aveiro



Oliveira de Azeméis



MACIEIRA DE SARNES



Valados



Beja



Alvito



VILA NOVA DA BARONIA



Horta da Valada



Braga



Barcelos



IGREJA NOVA BCL



Balada



Braga



Vila Nova de Famalicão



VILA NOVA DE FAMALICÃO



Balaida



Bragança



Mogadouro



MOGADOURO



Bairro do Valado



Castelo Branco



Idanha-a-Nova



MONSANTO IDN



Valado



Castelo Branco



Sertã



CASTELO SRT



Casal de Entre Valados



Castelo Branco



Sertã



SERTÃ



Azinhaga da Valada



Castelo Branco



Sertã



SERTÃ



Foz da Valada



Castelo Branco



Sertã



SERTÃ



Ponte da Valada



Castelo Branco



Sertã



SERTÃ



Valada



Castelo Branco



Vila de Rei



VILA DE REI



Valadas



Coimbra



Arganil



MOURA DA SERRA



Chão do Valado



Coimbra



Arganil



MOURA DA SERRA



Valado



Coimbra



Condeixa-a-Nova



CONDEIXA-A-VELHA



Valada



Coimbra



Lousã



SERPINS



Valada



Coimbra



Pampilhosa da Serra



PAMPILHOSA DA SERRA



Sobral Valado



Coimbra



Soure



GESTEIRA



Valada



Évora



Estremoz



ARCOS ETZ



Quinta do Valadares



Évora



Montemor-o-Novo



SILVEIRAS



Valadas



Faro



Faro



FARO



Valados



Leiria



Figueiró dos Vinhos



FIGUEIRÓ DOS VINHOS



Valada



Leiria



Pombal



SANTIAGO DE LITÉM



Valada



Porto



Baião



BAIÃO (SANTA LEOCÁDIA)



Valados



Santarém



Cartaxo



VALADA



Valada



Santarém



Ferreira do Zêzere



AREIAS FZZ



Valadas



Santarém



Ferreira do Zêzere



BECO



Valada



Santarém



Ferreira do Zêzere



FERREIRA DO ZÊZERE



Valadas



Santarém



Ourém



CAXARIAS



Valados



Santarém



Ourém



FÁTIMA



Valada



Santarém



Ourém



SEIÇA



Valada



Vila Real



Santa Marta de Penaguião



CUMIEIRA



Valado



Viseu



Cinfães



TRAVANCA CNF



Valado



Viseu



Tabuaço



SENDIM TBC



Valado



 Anexo 5 – Lista de localidades cujos topónimos podem derivar de Baal Ilib



Distrito



Concelho



Freguesia



Localidade



Aveiro



Águeda



AGUADA DE CIMA



Vale do Lobo



Aveiro



Águeda



PRÉSTIMO



Vale do Lobo



Aveiro



Castelo de Paiva



REAL CPV



Vale de Lobos



Aveiro



Ílhavo



ÍLHAVO



Vale de Ílhavo



Aveiro



Vale de Cambra



VALE DE CAMBRA



Vale do Lobo



Bragança



Mirandela



CEDÃES



Vale de Lobo



Castelo Branco



Penamacor



Vale da Senhora da Póvoa



Vale da Senhora da Póvoa (ex: Vale de Lobo)



Coimbra



Montemor-o-Velho



MONTEMOR-O-VELHO



Urb. Quinta do Vale do Lobo



Coimbra



Vila Nova de Poiares



VILA NOVA DE POIARES



Vale do Lobo



Faro



Loulé



ALMANCIL



Vale de Lobo



Faro



Monchique



MARMELETE



Vale de Lobo



Leiria



Leiria



LEIRIA



Urb. Varandas de Vale de Lobos



Leiria



Pombal



POMBAL



Vale das Lobas



Lisboa



Lourinhã



MARTELEIRA



Vale de Lobos



Lisboa



Sintra



ALMARGEM DO BISPO



Vale de Lobos



Porto



Amarante



MANCELOS



Vale de Lobo



Santarém



Santarém



AZOIA DE BAIXO



Quinta de Vale de Lobos



Santarém



Tomar



SABACHEIRA



Vale de Lobos



Setúbal



Seixal



AMORA



Quinta do Vale da Loba



Viseu



Tondela



SÃO JOÃO DO MONTE



Vale do Lobo



 

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